segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nada é constante!



O que é constante? Na vida tudo muda num rápido segundo. Basta o tempo rápido de olhar para o lado, quando estamos na direção de um veículo, para sofrermos um acidente. Mas também, por vezes, é necessário somente um olhar, para conquistarmos a atenção da pessoa amada.
Temos por hábito desprezar os detalhes, pensando que basta estar atento ao que é macro. ‘Fazer o arroz com feijão’, como se diz costumeiramente, para poder ser feliz. Richard Bach, em seu famoso livro, Fernão Capelo Gaivota, já nos narra sobre os pássaros que vivem na beira da praia, pescando peixe, sem desenvolver sua habilidade natural para voar. Até existem, mas não vivem na intensidade máxima que deve buscar cada ser que habita este lindo planeta azul, chamado Terra.
Há aqueles que pensam que viver é freqüentar todas as baladas, divertir-se ao máximo. Pobres almas vazias, que insultam gênios como Michelangelo, Beethoven e Ben Carson. Homens que trabalhavam e estudavam muitas horas por dia, e somente assim, puderam superar os próprios limites, legando a humanidade obras maravilhosas, e o exemplo do que significa realmente “viver sem ter a vergonha de ser feliz”. Com certeza, a felicidade não está na ilusão da melhor das festas. Por vezes, se manifesta no silencio da noite, quando quem sonha faz os projetos, que algum dia vai tornar-se realidade.
Não desprezemos a força das palavras. Quando alguém nos encontra, e reclama algo sobre a própria vida, nos dá a oportunidade de dar-lhe um incentivo. Quem sabe a participação que nos cabe, é na verdade mostrar aos outros o potencial que estas pessoas possuem? Não vamos permitir que o sofrimento impeça o caminhar, até porque, quem conquistou alguma coisa, sempre esteve rodeado pelo insucesso, mas continuou na caminhada, até encontrar a vitória. Como escreveu Abraham Lincoln: “O campo das derrotas não está povoada de fracassos, mas sim de homens e mulheres, que desistiram antes de vencer".
Que bom que nada é constante. Que o universo está sempre mudando. Significa que se está em dificuldades, o próximo minuto poderá ser de pleno êxito, e se estamos num bom momento, que aproveitemos para amadurecer, pensando nos dias de inverno que inevitavelmente vão chegar, ensinado lições fundamentais sobre o que é realmente ser feliz.
Se conseguirmos nos manter caminhando, apesar dos fracassos, apesar dos sucessos, provavelmente ao chegar ao fim dos nossos dias, a vida terá valido a pena. Como nos disse o poeta Mario Quintana, com toda a sagacidade que lhe era peculiar: “Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo, é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça”. É verdade (risos).

Por Ronald Thompson