
Chovia, nevava e fazia muito frio na cidade americana de Filadélfia. Já era noite quando um casal cansado de tanto procurar aonde dormir, chegou a um pequeno hotel. Ali foram recebidos pelo gerente, George C. Boldt, que teve que dar-lhes a mesma notícia que receberam de vários outros estabelecimentos: não havia vagas.
O casal estava maltrapilho, em função do rigor da chuva e da neve. Ao perceber a baixíssima temperatura, o gerente providenciou um café quente e disse-lhes que se não se importassem com os aposentos humildes, ambos poderiam dormir em seu próprio quarto, pois se ajeitaria num pequeno sofá, no saguão deste hotel. Os viajantes ficaram comovidos, mas não queriam causar incomodo. George insistiu, dizendo que não conseguiria cair no sono, sabendo que não os tinha acolhido numa noite tormentosa. Então, arrumou o quarto para seus hospedes.
Na manhã seguinte, antes de partirem, os cônjuges agradeceram muito toda gentileza, e o homem contou que tinha planos para construir um hotel em Nova Iorque, e que assim que o fizesse, o chamaria para ser gerente. Dois anos se passaram, até que George recebeu uma carta, remetida pelo senhor William Waldorf Astor, lembrando que era ele a quem hospedara naquela noite terrível e o convidando para ir até Manhattan, conhecer o Hotel que construíra. William foi recebê-lo na estação de trem e logo o levou ao endereço mais luxuoso da cidade. Então apontou o Waldorf-Astoria e disse que este era seu hotel, e agora ele seria o gerente.
Ao ver a suntuosidade do prédio, George perguntou se era brincadeira? William então, além de reafirmar a seriedade de seu propósito, acrescentou que o gesto não era apenas de agradecimento ao favor feito dois anos atrás, mas que não poderia deixar de ter como gerente, um homem capaz de dormir no sofá do hall de entrada, para acomodar seus hospedes.
O Waldorf-Astoria é o mais caro e luxuoso hotel de Nova Iorque, freqüentado por Reis, Rainhas, Presidentes, Primeiros-Ministros, mega-empresários, estrelas da música e do cinema, e toda elite mundial. Está história é transmitida, geração após geração, aos funcionários do Hotel, para que se preserve a tradição do bom atendimento.
Como faz bem, fazer o bem. O famoso Albert Schweitzer, ganhador do prêmio Nobel da Paz, em 1952, disse: "A bondade constante pode realizar muito. Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade evaporem". Penso que numa época tão egoísta, em que só se pensa no próprio bem-estar, o exemplo de George C. Bolt nos indica outro caminho.
Por isso volto a encerrar um artigo reafirmando que mudar o mundo para melhor, não está nas mãos de pessoas famosas ou poderosas. Pelo contrário, é no dia-a-dia que surgem inúmeras oportunidades de agirmos em prol do próximo, sem nenhum interesse particular, que não seja o de fazer o bem, pois como disse o novelista e dramaturgo inglês, Charles Reade: “o exemplo é um comportamento contagiante”.
O casal estava maltrapilho, em função do rigor da chuva e da neve. Ao perceber a baixíssima temperatura, o gerente providenciou um café quente e disse-lhes que se não se importassem com os aposentos humildes, ambos poderiam dormir em seu próprio quarto, pois se ajeitaria num pequeno sofá, no saguão deste hotel. Os viajantes ficaram comovidos, mas não queriam causar incomodo. George insistiu, dizendo que não conseguiria cair no sono, sabendo que não os tinha acolhido numa noite tormentosa. Então, arrumou o quarto para seus hospedes.
Na manhã seguinte, antes de partirem, os cônjuges agradeceram muito toda gentileza, e o homem contou que tinha planos para construir um hotel em Nova Iorque, e que assim que o fizesse, o chamaria para ser gerente. Dois anos se passaram, até que George recebeu uma carta, remetida pelo senhor William Waldorf Astor, lembrando que era ele a quem hospedara naquela noite terrível e o convidando para ir até Manhattan, conhecer o Hotel que construíra. William foi recebê-lo na estação de trem e logo o levou ao endereço mais luxuoso da cidade. Então apontou o Waldorf-Astoria e disse que este era seu hotel, e agora ele seria o gerente.
Ao ver a suntuosidade do prédio, George perguntou se era brincadeira? William então, além de reafirmar a seriedade de seu propósito, acrescentou que o gesto não era apenas de agradecimento ao favor feito dois anos atrás, mas que não poderia deixar de ter como gerente, um homem capaz de dormir no sofá do hall de entrada, para acomodar seus hospedes.
O Waldorf-Astoria é o mais caro e luxuoso hotel de Nova Iorque, freqüentado por Reis, Rainhas, Presidentes, Primeiros-Ministros, mega-empresários, estrelas da música e do cinema, e toda elite mundial. Está história é transmitida, geração após geração, aos funcionários do Hotel, para que se preserve a tradição do bom atendimento.
Como faz bem, fazer o bem. O famoso Albert Schweitzer, ganhador do prêmio Nobel da Paz, em 1952, disse: "A bondade constante pode realizar muito. Assim como o sol derrete o gelo, a bondade faz com que o desentendimento, a desconfiança e a hostilidade evaporem". Penso que numa época tão egoísta, em que só se pensa no próprio bem-estar, o exemplo de George C. Bolt nos indica outro caminho.
Por isso volto a encerrar um artigo reafirmando que mudar o mundo para melhor, não está nas mãos de pessoas famosas ou poderosas. Pelo contrário, é no dia-a-dia que surgem inúmeras oportunidades de agirmos em prol do próximo, sem nenhum interesse particular, que não seja o de fazer o bem, pois como disse o novelista e dramaturgo inglês, Charles Reade: “o exemplo é um comportamento contagiante”.