sábado, 27 de dezembro de 2008

Fé e Trabalho

Início de ano é sempre uma ótima época, pois ficamos otimistas em relação ao futuro. É o momento em que decidimos ser felizes e realizarmos muitas coisas: fazer dieta, voltar a estudar, arrumar um novo emprego, melhorar o amor e assim por diante. A magia deste momento nos faz crer em nós mesmo. Ter fé que quando queremos, podemos. Penso que isso é verdade, desde que na segunda semana de janeiro, não tenhamos esquecido tudo que decidimos.
O mais difícil para atingirmos qualquer objetivo, geralmente está relacionado a dois fatores: primeiro é exatamente crer que podemos, e segundo, irmos em direção ao objeto almejado. No filme Uma Linda Mulher, o personagem do Richard Gere pergunta à personagem da Júlia Roberts: “como uma pessoa tão cheia de bons sentimentos, foi tornar-se prostituta?”. Ela responde que a mãe sempre a chamava de vagabunda, então, certo dia, passou a acreditar e tornou-se uma.
É muito mais fácil confiarmos em coisas negativas, do tipo que “não se é capaz o bastante”, que “jamais vai conseguir atingir os objetivos”, que “aquilo é bom demais para você”. Exatamente por isso falhamos. Henry Ford tem uma frase assim: “você pode acreditar que pode e pode acreditar que não pode. Das duas formas, vai estar certo”. E então, você pode ou não pode?
Após ler tantas biografias, percebi que não há muita diferença entre os que conseguiram atingir suas metas e os que falharam. Seria até capaz de dizer, que muitos dos que falharam eram melhores dos que os que venceram. O diferencial, mais do que talento, é a fé na vitória. Frank Sinatra falava que havia nascido com a palavra loser (fracassado) escrita na testa, mas que fez questão de contrariá-la várias vezes. O jornalista Joelmir Beting, trabalhou na lavoura, cortando cana, dos 10 aos 17 anos. Foi outro que zombou do destino. Quem tem fé e acredita em si mesmo, sempre faz a própria sorte.
Outro aspecto é lutar pelo que se quer. É possível classificar as pessoas nas categorias de bons sonhadores e maus sonhadores. Os maus sonhadores são os que viajam numa fantasia semelhante ao narcótico, capaz de arrefecer as durezas da vida. Os bons sonhadores convivem com a dura realidade, mas é exatamente nelas que constroem suas pontes de sonho. Sabem que não é fácil e nem de uma hora para outra que tudo vai dar certo. Mas estão se preparando todos os dias, para quando a oportunidade vier.
Imagine o anúncio de emprego: “precisa-se de pessoa dinâmica, inteligente, com vontade de melhorar de vida, idéias inovadoras e boa disposição, para trabalhar entre Nova Iorque, Munique e Xangai. Salário 30 mil dólares por mês. Exige-se inglês fluente e noção de alemão ou chinês”. Poxa, você é dinâmico, inteligente, tem vontade de progredir, tem idéias inovadoras e está sempre disposto a trabalhar, mas não aproveitou o tempo ocioso para estudar inglês, alemão ou chinês. Dançou! Com certeza vai existir alguém com estas qualificações e será aquele que ao invés de ficar reclamando e sentindo-se injustiçado, esteve se preparando.
Talvez as outras qualidades dele sejam inferiores as suas, mas desconfio que não perdeu tempo assistindo big brother, nem saindo para gastar os últimos trocadinhos sob o pretexto de “se divertir”. No entanto, agora vai poder ir numa boate em Nova Iorque, quem sabe sair com aquela pessoa belíssima, rica e disponível, que sonha com um (a) brazuquinha.
Não perca outra oportunidade. Não deixe que o início desse ano seja como aquele que passou, quando decidiu mil coisas, mas em fevereiro já havia esquecido tudo. Você pode e merece realizar seus sonhos, mas precisa se preparar. Cada dia que acordamos é uma nova chance de irmos dormir melhor. Por que desperdiçar? Toquinho e Vinícius de Morais escreveram: “A vida só se dá, para quem se deu”.
Como meus votos de Feliz Ano Novo aos leitores, ofereço a seguinte frase de Mahatma Gandhi:
- Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
Feliz 2009!